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Parábola: O monge mordido
 

Todos devem agir conforme sua própria natureza. Além disso, devemos aceitar e conviver com as diferenças.

 

Cada pessoa é um universo, cada um traz no bojo de suas vivências, as características que o tornaram como ele é no presente.

Cabe a cada um de nós não julgar o outro, mas compreender sua natureza e caráter. Não é porque o outro erra, que também erraremos. Não é porque todo mundo faz, que também faremos.
 

Estas justificativas são pobres desculpas para um comportamento não adequado com nossa verdadeira natureza, que é de bem, beleza e justiça.

 
 
O monge mordido
 

Um monge e seus discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão.

Quando o trazia para fora do rio o escorpião o picou. Devido à dor, o monje deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem, pegou um ramo de árvore, voltou outra vez a correr pela margem, entrou no rio, resgatou o escorpião e o salvou. Em seguida, juntou-se aos seus discípulos na estrada.

Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.

Mestre, o Senhor deve estar muito doente! Por que foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda: picou a mão que o salvava! Não merecia sua compaixão!

O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:

Ele agiu conforme sua natureza e eu de acordo com a minha.

 
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