Muitos profissionais que dizem, por exemplo, ter 20 anos de experiência, têm, na verdade, uma experiência adquirida em um ano ou menos e que se repetiu dia após dia nos últimos 20 anos.
Alguns profissionais na casa dos 50 anos, por exemplo, temem profissionais recém-formados, alegando que o salário dos inexperientes é menor e, portanto, compensa para a empresa. Mas a única compensação que realmente interessa para as empresas são os resultados, em contrapartida aos investimentos.
Obviamente, se a produtividade de um recém-formado, que tem como base salarial um terço do que receberia um experiente, gerar os mesmos resultados, continuar com o experiente significa desperdício. Qual é a empresa que não gostaria de ter como diretor um experiente senhor chamado Antônio Ermírio de Moraes, mesmo tendo nascido em 1928?
Qual o arquiteto que recusaria uma parceria ou alguns conselhos de um profissional quase centenário chamado Oscar Niemeyer? Ou, então, imagine ter como diretor comercial da sua empresa um simpático e persuasivo senhor chamado Sílvio Santos, que nasceu em 1930. A experiência real não tem preço. Experiência é habilidade, prática, perícia e inteligência. E o que é inteligência?
A palavra inteligente vem do latim intelligentis, da junção de inter, que significa entre, e legere, que significa escolher. Portanto, ser inteligente significa não só saber escolher entre as opções, mas ter a capacidade de criar outras opções a partir das apresentadas. Experiência é a capacidade de resolver melhor que os outros.
Experiência é fazer mais com menos. É evitar prejuízos. Como na conhecida história do técnico experiente, que cobrou dez mil dólares para dar uma martelada no motor do navio e fazê-lo funcionar e, ao ser questionado sobre o preço da martelada, ele disse: “A martelada custa um dólar. Mas saber onde dar a martelada custa 9.999 dólares”.
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