Explico melhor: sentimos prazer em comer para nos alimentarmos e nos mantermos vivos. O prazer em comer ajuda na nossa sobrevivência. Então também os outros prazeres, ver, tocar, sentir concorrem para o bem-estar do homem.
No entanto, quando este prazer passa a ser a finalidade de uma vida, muitas coisas ruins acontecem: firo o sentimento dos outros para alcançar o meu prazer pessoal e faço tudo sem medir conseqüências em nome deste prazer. Acabo não mais sendo Senhor dos meus prazeres, mas seu escravo. E acredite um escravo raramente é feliz.
O que dizer então de grandes personalidades que teriam “tudo” para ser felizes e não encontram a felicidade? Tem dinheiro, fama, as mulheres e homens que querem, os melhores hotéis, as melhores roupas e os melhores carros, bem como empregos cobiçados. Infelizmente não são exceções aqueles que, tendo tudo isto, se perdem em vícios, problemas mental, desvios de comportamento e depressão.
Também aqui não quero dizer que todas as pessoas que tem bens ou são ricas são infelizes. Tampouco afirmar que isto é a causa da sua infelicidade. Quero sim dizer que dinheiro, fama, ótimos empregos são exemplos de sucesso e não de felicidade.
Em resumo: Sucesso é ter tudo o que ser quer e felicidade é querer o que se tem. São coisas diferentes mas quando confundimos as coisas corremos o risco de, mesmo bem intencionados nesta busca pela Felicidade, chegarmos a outro lugar, como a Frustração.
A alegria e a felicidade são uma conseqüência de uma boa vivência e não sorte de alguns como já afirmaram Aristóteles e São Thomas de Aquino. Ela precisa ser conquistada e não comprada. E o seu “preço” não é barato. Exige renúncia, equilíbrio, perdão e apostar nos relacionamentos. Há de fato pessoas que tem tudo e não tem nada e outras que não têm nada e tem tudo. Ricos que são pobres e pobres que são ricos. Quem sabe podemos tentar ser ricos nos dois sentidos, o que você acha?
Daniel Godri Junior é consultor e palestrante nas áreas de marketing, motivação, liderança e vendas.