A liberdade é tão importante que os romanos podiam tirar a vida de seus filhos, mas não tiravam a sua liberdade.
Companheiros e companheiras, o amor à liberdade deve ser invencível como é a morte; deve ter a sede do infinito; deve ser grande , como grande é o universo.
Gonçalves de Magalhães, o poeta que iniciou o romantismo no Brasil, médico e também diplomata, com uma frase resumiu a importância da liberdade: “que me importa morrer! A vida é nada, a liberdade é tudo!
E ouçam o que José Bonifácio falou sobre a liberdade: “sem liberdade individual não pode haver civilização nem sólida riqueza; não pode haver moralidade e justiça; e sem moralidade e justiça, estas filhas do céu, não há nem pode haver brio, força e poder entre as nações.
E Godwin, um filósofo inglês corretamente escreveu: “a liberdade é a escola da inteligência”.
Mas o que é um homem livre? Quais são as características de um homem livre? O que faz de um homem um ser livre?
"Não me apontes o caminho,
o rumo certo pra chegar ao cimo.
Deixa-me encontrá-lo para que seja
meu...
Não me reveles a mais brilhante estrela,
Aquela que te guia.
Eu buscarei a minha...
Não me estendas a mão quando eu cair.
Em tempo certo, em hora exata,
Eu ficarei de pé...
Não te apiedes de mim.
É minha estrada, é minha estrela,
É meu destino.
Deixa apenas que eu seja.
Sem ti..."
Eliette Ferreira
Livre é aquele que encontra sozinho o seu caminho. E feliz e rica é a nação cujos governantes investem na liberdade dos seus cidadãos, ensinando-os a pescar como disse à 2000 anos o mestre Jesus. E no Brasil inventam o bolsa família, vale gás, salário desemprego...e aos poucos, a nação vai se acostumando a viver de esmolas, e se tornando cada vez mais pobre e o seu povo cada vez mais dependentes e acomodados.
17 bilhões de reais são gastos com o bolsa família eu um ano. Será que este dinheiro todo, aplicado em educação, não traria maiores benefícios para o Brasil.
O que eu sei e posso lhes afirmar, é que em toda a história da humanidade, os países que optaram por dar o peixe, não conseguiram se firmar como nação forte, rica e livre.
Meus companheiros, minhas companheiras. O homem sempre se fez prisioneiro de angústias, medos, e culpas. O homem sempre se fez prisioneiro da solidão, da impossibilidade de agir, de padrões pré-determinados. O homem sempre se fez prisioneiro das doutrinas, de normas, de dogmas e das religiões.
Ser livre é essencialmente ter a capacidade de escolha. Onde não existe escolha, não há liberdade. O homem faz escolhas da manhã à noite e se responsabiliza por elas assumindo seus riscos (vitórias ou derrotas). Escolhe roupas, amigos, amores, filmes, músicas, profissões...
A escolha sempre supõe duas ou mais alternativas; com uma só opção não existe escolha nem liberdade. As escolhas nem sempre são fáceis e simples.
Escolher é optar por uma alternativa e renunciar às outras.
E é aqui que nós chegamos ao tema desta palestra.
Livre é aquele que encontra sozinho o seu caminho. Como encontrar o caminho sem o poder que nos dá o conhecimento, a educação.
Como impedir que o meio e os poderosos que nele vivem, lhe roube a liberdade sem o poder do conhecimento, da educação.
Como não ser prisioneiro de angústias, medos, culpas, solidão, impossibilidade de agir, padrões pré-determinados, doutrinas, normas, dogmas, religiões, etc., sem o poder do conhecimento, da educação. Como fazer as escolhas corretas sem o poder do conhecimento, da educação. A educação nos dá o discernimento para fazermos as escolhas corretas. E aí a gente entende o porque dos nossos governantes gastar 17 bilhões em vale disso e vale daquilo.
Como ser uma nação livre sem o poder do conhecimento, da educação. É impossível se construir uma nação forte e livre sem o poder da educação.
De Amicis, um escritor italiano dizia: “uma casa sem livros é uma casa sem dignidade.” E Channing, um pastor protestante corretamente dizia: “agradecido seja Deus pelos livros. Eles são a voz dos longínquos e dos mortos, e nos tornam herdeiros da vida espiritual dos séculos passados.”
O historiador escocês, Hume, certa vez falou: É raro, é muitíssimo raro, que o verdadeiro homem de letras não seja pelo menos um homem de bem”. As letras, diz um provérbio, não despontam as lanças. E Teofrasto, um filósofo grego que viveu por volta de 300 antes de Cristo, escreveu: “o único homem que tem a prerrogativa de não ser estranho entre os estrangeiros, é o homem de letras”.
E também disse De Amicis, que o destino de muitos homens dependeu de ter havido ou não ter havido uma biblioteca na sua casa paterna.
E daí nós podemos concluir, que o destino de muitas nações dependeu da importância que seus governos deram ou não deram à educação.
E hoje o mundo se divide em dois mundos: de um lado o mundo dos países que acreditaram e acreditam na educação e de outro lado o mundo dos países que não acreditaram e continuam não acreditando na educação.
E a que mundo pertence o Brasil?
Porque será que conteiners e mais conteiners de soja, milho, trigo, são trocados por algumas unidades de celulares, carros importados, máquinas para indústrias. E então a cada ligação que fazemos de um celular, estamos enriquecendo ainda mais aqueles que acreditaram no conhecimento. E então, estes países, cada vez mais ricos, compram os nossos supermercados, os nossos shopings, a nossa energia elétrica, a nossa água, e toda a nossa riqueza.
E assim, cada vez, mais e mais conteiners de soja, milho, trigo, são trocados por algumas unidades de produtos de alta tecnologia, fruto do poder do conhecimento e da educação. E assim, nós, os pobres países pobres, e pobres por nossa própria culpa, pois somos nós que escolhemos os nossos governantes, vamos ficando cada vez mais pobres e principalmente, cada vez mais perdendo a nossa liberdade.