Colunista:
Toni Vaz
Foto: Toni Vaz

Assuntos que este colunista trata: Motivação, Qualidade de vida, Liderança, Projetos,


Curriculo:

Meus pais moravam em Pedra Corrida, um lugarejo no interior de Minas, que servia de acampamento para os operários da Cia. Acesita, onde meu pai era motorista. Aos seis meses de idade, fui sorteado pelo sacana vírus da pólio, uma doença terrivelmente mortal. Quando não mata, deixa uma lembrancinha para sempre no corpo de sua vítima.

 

No meu caso, pernas atrofiadas e impossibilitadas de andar. A partir daí foram seis anos viajando no colo de minha mãe de Pedra Corrida para Belo Horizonte, onde eu me tratava no Hospital da Baleia. As viagens eram longas, de trem, à noite, com muito frio e dificuldades. Mas minha mãe agüentou firme, com força e otimismo. No sexto ano seguido de luta, depois de cinco cirurgias, gesso literalmente da ponta dos pés ao pescoço, pesados aparelhos de ferro, eu e minha irmã atingimos a idade escolar. Meus pais, então, se mudaram para Coronel Fabriciano, onde a vida me proporcionaria uma belíssima fase da minha infância: carrinhos de rolimã, escorregadores de terra, birosca (que em outros lugares se chama bola de gude) etc.

 

Mais tarde quando cheguei à adolescência, fui estudar no Colégio Polivalente, até hoje amado por minha geração. Ali faria sólidas amizades que ainda hoje me acompanham. Ali também viveria minha primeira grande paixão (platônica, é claro), que despertou meus primeiros versos. Aos 20 anos, finalmente consegui vencer os preconceitos contra deficientes e me integrar ao mercado de trabalho. Fui trabalhar na Rádio Galáxia-FM. Tudo era difícil demais. Eu morava afastado, os ônibus não eram adaptados como hoje, minha família não tinha carro, cada dia um amigo me levava a pé, empurrando minha cadeira de rodas. Para complicar, a Rádio ficava no terceiro andar de um prédio sem elevador. Tinha que subir me arrastando.

 

Mas eu tinha energia e entusiasmo. Nessa época eu queria ser locutor, mas agarrei a oportunidade para ser redator. Meu trabalho consistia basicamente em copiar as notícias dos jornais, reproduzindo-as de outras formas para não parecer cópias. Minha enorme sorte é que naquele tempo os grandes jornais brasileiros eram tremendamente bem redigidos, o que me proporcionou um gigantesco crescimento na área da boa escrita. Eu usava uma máquina de escrever que tinha a minha idade. Ela me deixou muitos calos nos dedos, mas também me deu uma grande técnica para escrever, da qual vivo até hoje. Sempre busquei adquirir uma boa formação acadêmica, pois não poderia ganhar a vida sendo jogador de futebol, que fica rico sem estudar.

 

Como cantor, muito menos, já que quando eu cantava no banheiro até os vizinhos fechavam suas janelas. Entre muitos estudos e muito trabalho fui vivendo a vida e seus muitos amores. Algumas vezes fui feliz, outras tantas (a maioria) frustrado, decepcionado, e em outras boas partes da vida também causei frustrações e decepções. É a vida! Aos 40 anos, depois de lutas, amores e um divórcio, senti-me livre. Mas em pouco tempo essa liberdade se transformou em solidão. Sempre buscando conhecimentos, fui fazer uma pós-graduação. Fiz uma pré-matrícula no curso de Comunicação. Durante os 60 dias que se seguiram, passei a receber e-mails do coordenador do curso de RH, mostrando as qualidades, disciplinas etc.

 

Às onze e meia da noite da véspera da matrícula definitiva, recebi mais um e-mail dele. Achei um desaforo nunca ter recebido nenhum comunicado do coordenador do curso para o qual eu havia me inscrito. Então resolvi prestigiar quem estava me prestigiando e fui para o curso de RH. No primeiro dia de aula, sentou-se ao meu lado uma linda garota. Comecei a jogar a Mafalda (minha cadeira de rodas) contra a carteira dela. Quando, finalmente, ela protestou abrindo os braços e perguntando: "mas o quê que é isso??" Eu respondi: "só porque você é bonita não vai olhar pra mim? Estou te olhando há 40 minutos e exijo reciprocidade." Ela riu. Pouco tempo depois começamos a namorar, casamo-nos e somos felizes até hoje em uma singela e deliciosa casa, em uma das mais lindas praias do litoral capixaba.

 

Deus sempre foi muito bom pra mim. Não me deu a maior parte das coisas que pedi. Mas deu-me outras tantas que não estavam em meus planos. Negou muitas das minhas escolhas, e escolheu o que era melhor para minha vida.


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(25/06/2012) - Visão e compromisso
A vida, ao contrário do que muitos pensam, é feita de oportunidades. São pequenas, médias, grandes ou espetaculares. Na maioria das vezes, recebemos várias pequenas oportunidades. O problema é a falta de percepção para identificá-las como tal ou mesmo falta de valorização das mesmas.

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