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Não basta ser só competente
 
Não importa o quanto você  é competente tecnicamente, mas o que irá pesar no seu reconhecimento será  a sua habilidade de ser relacionar com as pessoas, com os problemas e principalmente com as emoções. Você precisa também ser competente emocionalmente.
 
 
Muitos profissionais, embora muito competentes, perdem oportunidades de promoção, colocação e até de recolocação por causa disso. Provavelmente, você já conheceu pessoas altamente capazes, com um currículo de dar inveja a qualquer profissional mas que mudam de emprego  a cada seis meses e muitos acabam trabalhando como autônomos por não encontrar espaço e não se adaptar em nenhuma empresa.
São pessoas que têm dificuldades em se relacionar com as pessoas, com os problemas e principalmente com as emoções. Não alcançou o resultado esperado? Cometeu um erro?
 
 

Perdeu um bom negócio? Como você reage?  E com os erros dos outros?
É claro que nas situações acima, o constrangimento, a decepção, a tristeza, e até mesmo a raiva, são sentimentos comuns e naturais. Ninguém vai comemorar a perda de um negócio, nem ficar alegre por não ter sido promovido. Mas não saber lidar com essas emoções, pode trazer outras perdas. Tem pessoas que diante de um erro, insucesso ou adversidade, se abatem mais do que as outras e passam a “curtir” o sentimento negativo por mais tempo. Reagem de forma exagerada e não sabem controlar suas emoções. Acabam se estressando mais do que deviam e contagiando negativamente família e amigos. O simples fato de uma impressora não funcionar é motivo de um descontrole e nervosismo. Um lápiz  é jogado com raiva no chão, só porque está sem ponta. Perder um negócio, uma promoção pode levar alguns a meses de depressão e esquecer de tentar de novo.
Mas também é as emoções positivas precisam de controle. Segundo Hendrie Weisinger. Phd no seu livro Inteligência Emocional no Trabalho ed. Objetiva, “ emoções positivas como a alegria, o contentamento e a confiança também precisam ser controladas.”
Weisinger dá como exemplo o entusiasmo. Quando ele é exagerado pode se tornar impulsivo e até forçado. É aquele que se empolga tanto por um novo projeto que acaba se oferecendo para dirigi-lo mesmo já tendo outras obrigações a cumprir. Alguns comemoram uma vitória durante dias e esquecem de perseguir outras. Acabam se tornando arrogantes e achando que são melhores do que os outros. A coisa piora quando ele passa a ter freqüentes sucessos e conquistar bons resultados e passa a não aceitar críticas e sugestões e se achar com o direito de humilhar os demais. Outro exemplo dado pelo autor é a alegria, que também deve ser controlada. Imagine você ir gabar-se da promoção que conseguiu com os colegas sem perceber que entre eles está um que foi rejeitado para essa mesma promoção.
Relacionar com os problemas e até mesmo com seus objetivos também são fundamentais
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